As esferas dançam no silêncio do universo, alinham – se após bilhões de anos sonhando tal fato que dura segundos. O sol só tem metade da beleza contida no espetáculo e sabe que depende das trevas o seu brilho pleno. O sol entende o brilho das trevas. Nesse ato espacial coletivo, aniversários são feitos e geralmente ninguém está lá para assoprar bexigas e esvaziar os pulmões. No acaso que contradiz as expectativas dos pontos de vista.
ALEXANDRE ÉLIS