terça-feira, 21 de outubro de 2008

ENTRE O AMOR E AS ARMAS

é fácil se esquecer que era humano, que tinha sentimentos, planos, sonhos, ter um carro, dinheiro, estabilidade, uma família que precisava ser amado.
Agora é tarde, a merda já tinha sido feito, a bala já havia atravessado a massa que constituia a memória - é como ter uma senha escrita no gelo e perde- la no meio do oceano.

de trabalhador a criminoso - toda aquela falsa estrutura boa, agora era má, matéria animal consolidado em carne pensante.
não perca o controle sobre seus sentimentos, se não eles enxergaram do que é feito a alma humana.

fingir ser alguem quando não é, entre o medo e o desespero existe um poço fundo de mistério, como saber que foi mediocre em seu ato, já estava obscurecido por sentimentos incontroláveis, é monstruoso ver além do que se possa sentir, esqueça sua alma em um canto qualquer e não saia pela janela, há atiradores com filhas de 15 anos com o dedo no gatilho. jogue sua arma fora e corra ate o próximo quarto, pense na vida e no sentido que você deu a ela.

é idiota demonstrar do que é feito o afeto, (pai que mata filho – filho que mata pai) ele, por vista, não tinha um pai para matar. coragem, perder a vida por outra, uma grande maioria prefere dor, ao invés sentimento de liberdade.

querem assassina–lo por interferir no rígido ciclo da vida, não é a pena e sim a decadência, onde o limite da hipocrisia se choca com o interesse público de manter a aparência do dia-a-dia.

ALEXANDRE ÉLIS ( baseado no caso Eloá)

8 comentários:

atuações levianas disse...

O ASSASSINO DO ASSASSINO É O MATADOR DA MORTE?
COMO SE MATA A MORTE?
COM A VIDA?
E COMO SE VIVE A VIDA? COM A MORTE?
QUAL A VIDA DA MORTE DA MORTE DA VIDA?
EXISTE VIDA APÓS A MORTE?

atuações levianas disse...

com licença, você sabe onde fica a bulgária?

Barbara Nonato disse...

O choque entre vida e morte sempre vai gerar controvérsias das mais estranhas. Em se tratando de assassinos isso dobra de tamanho.

Claudia Alves disse...

Esse choque entre a vida e a morte este mistério que talvez jamais será desvendado. E por que algumas coisas viram totalmente a cabeça de um homem? ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém.
http://www.claudiaalvesinteriores.blogspot.com/

M. Araújo disse...

A morte, seja lá como for, é parte indelével, irrevogável, própria de tudo que nos circunda o tempo todo. Todos morrem, tudo mata.

ragnell disse...

um assunto que tra muitas duvidas

http://www.papodebuteco.log7.net/

o outro lado disse...

morte a única certeza q temos na vida

Théo Borges disse...

nossa, bem legal seu texto, coerente e reflexivo. gostei... me visite qdo puder:
http://perguntaporque.blogspot.com/